Muitas pessoas, principalmente aquelas influenciadas por maliciosas e heréticas mentalidades protestantes, ao tratar da intercessão dos santos e de Nossa Senhora, tratam os católicos como se fossemos idólatras e desobedientes ao que Jesus nos diz quando afirma que ninguém vai ao Pai, senão por Ele (cf. Jo 14, 6).
Antes de falar da intercessão dos santos, é bom que se explique esta afirmação de Jesus. Nosso Senhor Jesus Cristo nos disse, sim, que só podemos chegar ao pai por meio d'Ele. E que significa isso?
Significa que Cristo é o nosso único intermediário absolutamente necessário diante de Deus.
E que significa que Cristo é nosso único intermediário absolutamente necessário?
Isso quer dizer que só fomos remidos do pecado original pelos méritos infinitos de Jesus Cristo, e por nenhum outro nome somos salvos.
Quando Adão pecou, o homem ficou com uma dívida infinita para com Deus. Ora, somente com mérito infinito se pode pagar uma divida infinita. Somente Deus tem mérito infinito. Logo, o homem, sendo finito, jamais poderia pagar a dívida infinita que adquirira junto a Deus, por sua ofensa.
O único meio de pagar a dívida infinita do homem seria se Deus se tornasse homem. E foi o que aconteceu com a encarnação do Verbo, -- o Filho de Deus -- em Jesus Cristo. Jesus Cristo é Deus e homem, ao mesmo tempo, na sua única Pessoa, a do Filho de Deus, segunda Pessoa da Santíssima Trindade. Sendo Deus, ele tinha mérito infinito. Sendo homem, Ele assumindo a culpa dos pecados dos homens, poderia pagá-los. E Cristo pagou os nossos pecados, morrendo na cruz. E Ele morre de novo, misticamente e não mais cruelmente, em cada Missa, pagando os nossos pecados. Por isso Jesus Cristo é o nosso único Redentor.
São os seus méritos infinitos que nos conseguem todas as graças que recebemos que, por isso, são chamadas "graças de Cristo".
(continua no próximo Post)
Texto retiro do Formspring de Renato Varges
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