sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Pastoral de Católicos na Política critica PNDH-3

A Pastoral de Católicos na Política da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro e do Leste 1 divulgou uma nota sobre a proposta de implementação do Programa Nacional de Direitos Humanos 3 proposta pelo Governo. 


1. O Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3) suscita graves preocupações não apenas pela questão do aborto, do casamento de homossexuais, das adoções de crianças por casais do mesmo sexo, pela proibição de símbolos religiosos nos lugares públicos, pela transformação do ensino religioso em história das religiões, pelo controle da imprensa, a lei da anistia, etc, mas, sobretudo, por uma visão reduzida da pessoa humana. A questão em jogo é principalmente antropológica: que tipo de pessoa e de sociedade é proposto para o nosso país.
2. No programa se apresenta uma antropologia reduzida que sufoca o horizonte da vida humana limitando-o ao puro campo social. Dimensões essenciais são negadas ou ignoradas: como a dignidade transcendente da pessoa humana e a sua liberdade; o valor da vida, da família e o significado pleno da educação e da convivência. A pessoa e os grupos sociais são vistos como uma engrenagem do Estado e totalmente dependentes de sua ideologia.
3. Os aspectos positivos, que também existem, e que constituíram grandes batalhas da CNBB e de outras importantes organizações da sociedade civil, são englobados dentro de um sistema ideológico que não respeita a concepção de vida humana da grande maioria do povo brasileiro. Por isso, são de grande valia os pronunciamentos de tantos setores da sociedade, que mostraram profunda preocupação com as consequências da aplicação desse Programa.
4. Nesta 3ª edição do PNDH, estamos diante de uma cartilha de estilo radical-socialista, que esta sendo implantada na Venezuela, no Equador e na Bolívia, e que tem em Cuba o seu ponto de referência.
5. Trata-se de um projeto reduzido de humanidade destinado a mudar profundamente a nossa sociedade.
6. Vida, família, educação, liberdade de consciência, de religião e de culto não podem ser definidos pelo poder do Estado ou de uma minoria. O Estado reconhece e estrutura estes valores que dizem respeito à dignidade última da pessoa humana, que é relação com o infinito e que nunca pode ser usada como meio, mas é um fim em si mesma. A fonte dos direitos humanos é a pessoa e não o Estado e os poderes públicos.
7. O programa do Governo é um claro ato de autoritarismo que enquadra os direitos humanos num projeto ideológico, intolerante, que fez retroceder o país aos tempos de ditadura.
8. Diante desse instrumento de radicalização, somos todos interpelados face às ameaças que dele derivam à eficácia de valores vitais, como os da vida, da família, da pessoa, do trabalho, da liberdade e da Justiça.
9. Os membros da Pastoral de Católicos na Política da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro e do Leste 1, posicionam-se fortemente contra tal programa e desejam ver bem discutidas estas propostas de modo a transformá-las, de ameaça que são, em um esforço útil a todo o Povo Brasileiro. 

Nossa Senhora e os Santos (Parte 6 - Final)

Por fim, vamos aos testemunho dos primeiros cristãos no tempo em que não havia divisão na Cristandade, em relação à doutrina da intercessão dos santos:


“O Pontífice [o Papa] não é o único a se unir aos orantes. Os anjos e as almas dos juntos também se unem a eles na oração” (Orígenes, 185-254 d.C.).


“Se um de nós partir primeiro deste mundo, não cessem as nossa orações pelos irmãos” (Cipriano de Cartago, 200-258 d.C. Epístola 57)


“Aos que fizeram tudo o que tiveram ao seu alcance para permanecer fiéis, não lhes faltará, nem a guarda dos anjos nem a proteção dos santos”. (Santo Hilário de Poitiers, 310-367 d.C).


“Comemoramos os que adormeceram no Senhor antes de nós: patriarcas, profetas, Apóstolos e mártires, para que Deus, por suas intercessões e orações, se digne receber as nossas.” (São Cirilo de Jerusalém, 315-386 d.C. Catequeses Mistagógicas).


“Em seguida (na Oração Eucarística), mencionamos os que já partiram: primeiro os patricarcas, profetas, apóstolos e mártires, para que Deus, em virtude de suas preces e intercessões, receba nossa oração” (São Cirilo de Jerusalém, 315-386 d.C. Catequeses Mistagógicas).


“Se os Apóstolos e mártires, enquanto estavam em sua carne mortal, e ainda necessitados de cuidar de si, ainda podiam orar pelos outros, muito mais agora que já receberam a coroa de suas vitórias e triunfos. Moisés, um só homem, alcançou de Deus o perdão para 600 mil homens armados; e Estevão, para seus perseguidores. Serão menos poderosos agora que reinam com Cristo? São Paulo diz que com suas orações salvara a vida de 276 homens, que seguiam com ele no navio [naufrágio na ilha de Malta]. E depois de sua morte, cessará sua boca e não pronunciará uma só palavra em favor daqueles que no mundo, por seu intermédio, creram no Evangelho?” (São Jerônimo, 340-420 d.C, Adv. Vigil. 6).


“Portanto, como bem sabem os fiéis, a disciplina eclesiástica prescreve que, quando se mencionam os mártires nesse lugar durante a celebração eucarística, não se reza por eles, mas pelos outros defuntos que também aí se comemoram. Não é conveniente orar por um mátir, pois somos nós que devemos encomendar suas orações” (Santo Agostinho, 391-430 d.C. Sermão 159,1)


“Não deixemos parecer para nós pouca coisa; que sejamos membros do mesmo corpo que elas (Santa Perpétua e Santa Felicidade) (…) Nós nos maravilhamos com elas, elas sentem compaixão de nós. Nós nos alegramos por elas, elas oram por nós (…) Contudo, nós todos servimos um só Senhor, seguimos um só Mestre, 
atendemos um só Rei. Estamos unidos a uma Cabeça; nos dirigimos a uma Jerusalém; seguimos após um amor, envolvendo uma unidade” (Santo Agostinho, 391-430 d.C. Sermão 280,6)


“Por vezes, é a intercessão dos santos que alcança o perdão das nossas faltas [1Jo 5,16; Tg 5,14-15] ou ainda a misericórdia e a fé” (São João Cassiano. 360-435 d.C. conferência 20).


Conclusão
Como pudemos ver, a doutrina da intercessão do santos, não é invenção do catolicismo (como pensam alguns), mas sim, uma legítima doutrina cristã, embasa tanto nas Sagradas Escrituras, quanto na Tradição Apostólica. Os primeiros cristãos jamais tiverem dúvidas quanto a ela (note que este tema jamais foi centro de disputas conciliares). Esta doutrina confirma o Amor de Deus para conosco e Seu plano de que sejamos uns para outros instrumentos deste Amor.




Deus te abençoe e MARIA INTERCEDA POR TI E PELOS FILHOS QUE NÃO A ACEITAM COMO MÃE!


Texto retiro do Formspring de Renato Varges

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Nossa Senhora e os Santos (Parte 5)

4a. objeção: Nós não podemos dirigir nossa orações aos santos pois isto caracteriza evocação dos mortos que é severamente proibida na Bíblia. Esta objeção baseia-se principalmente nos versículos abaixo:
“Não se ache no meio de ti quem pratique a adivinhação, o sortilégio, a magia, o espiritismo, a evocação dos mortos: porque todo homem que fizer tais coisas constitui uma abominação para o Senhor” (Dt 18, 9-14) 


Conforme vimos, Deus abomina a evocação dos mortos. No entanto, há uma diferença tremenda entre evocar os mortos e dirigir nossos pedidos de orações aos santos.


A evocação dos mortos é caracterizada pelo pedido de que o espírito do defunto se apresente e então se comunique com os vivos como se ainda estivesse na terra. Esta prática é condenada por Deus, pois em vez de confiarmos na Providência Divina quanto ao futuro e às coisas que necessitamos, deseja-se confiar nas instruções dos espíritos. 


Conforme a Sagrada Escritura dá testemunho em I Samuel 28.
Na intercessão dos santos, não estamos pedindo que o santo se apresente para bater um papo a fim obter qualquer tipo de informação, mas sim, dirigimos a eles nossos pedidos de oração, como se estivéssemos enviando uma carta solicitando algo (o que é bem diferente de evocar mortos). Na intercessão dos santos continuamos confiando na Providência Divina, pois os santos são apenas mediadores, logo, quem atende aos nossos pedidos é Deus.


Desta forma, as proibições divinas quanto à prática de espiritismo não se aplicam à doutrina da intercessão dos santos.




5a. objeção: Não há sequer uma única referência bíblica em relação à intercessão dos santos.
Há diversos versículos bíblicos que mostram que os santos oram na presença de Deus. Vejamos:
“Quando abriu o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos homens imolados por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho de que eram depositários. E clamavam em alta voz, dizendo: Até quando tu, que és o Senhor, o Santo, o Verdadeiro, ficarás sem fazer justiça e sem vingar o nosso sangue contra os habitantes da terra? Foi então dada a cada um deles uma veste branca, e foi-lhes dito que aguardassem ainda um pouco, até que se completasse o número dos companheiros de serviço e irmãos que estavam com eles para ser mortos” (Ap 6,9-11). No trecho acima, os santos estão clamando a Deus por Justiça. Alguém poderia dizer: mas eles estão intercedendo por eles mesmos e não pelos que ficaram na terra. Ora, e o que impede que o façam pelos que estão na terra? São Paulo mesmo não recomenda que oremos pelos outros? (cf. 1Tm 2,1). Por alguma razão estariam os santos incapazes de continuarem orando pelos que estão na terra? Ora, alguém que esteja no seu juízo perfeito, há de convir que, o fato dos santos estarem na presença de Deus, não é motivo impeditivo para que intercedam pelos outros, muito pelo contrário, não há melhor lugar e momento para fazê-lo. Veja ainda:
“Os quatro viventes e os vinte e quatro anciões se prostraram diante do Cordeiro. Tinha cada um uma cítara e taças de ouro cheias de perfumes, que são as orações dos santos” (Ap 5,8). “A fumaça dos perfumes subiu da mão do anjo com as orações dos santos, diante de Deus. (Ap 8,4). Os versículos acima os santos oram para Deus. Por que estariam orando, já que estão salvos e gozando da presença do Senhor? Oram em nosso favor, para que os que estão na terra também possam um dia estar com eles na presença do Senhor.
No livro do profeta Jeremias lemos:
“Disse-me, então, o Senhor: Mesmo que Moisés e Samuel se apresentassem diante de mim, meu coração não se voltaria para esse povo. Expulsai-o para longe de minha presença! Que se afaste de mim!? (Jr 15,1).
No tempo do profeta, ambos Moisés e Samuel estavam mortos. Que sentido teria este versículo caso não fosse possível que os dois intercedessem por Israel?



(continua no próximo Post)


Texto retiro do Formspring de Renato Varges

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Nossa Senhora e os Santos (Parte 4)

2a. objeção: Os santos não podem interceder por que após a morte não há consciência.


Os defensores desta objeção usam como fundamento as palavras do Eclesiastes: “Com efeito, os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem mais nada; para eles não há mais recompensa, porque sua lembrança está esquecida” (Ecl. 9,5) e ainda “Tudo que tua mão encontra para fazer, faze-o com todas as tuas faculdades, pois que na região dos mortos, para onde vais, não há mais trabalho, nem ciência, nem inteligência, nem sabedoria” (Ecl. 9,10).
Veja como é importante o Magistério da Igreja e a Sagrada Tradição transmitida pelos apóstolos e porque Jesus cuidou que a doutrina fosse resguardada de falsas interpretações. Não podemos aceitar a doutrina da inconsciência dos mortos, porque existem diversas passagens nas Sagradas Escrituras que mostram que os mortos não estão nem “dormindo” e nem “inconscientes” (cf. Is 14, 9-10; 1Pd 3,19; Mt 17,3; Ap 5,8; Ap 7,10; Ap 6,10); Alguns diriam, como já me perguntaram no Formspring: “Há contradições na Bíblia?”.


A questão é que os versículos citados do Eclesiastes não fazem referência a um estado mental dos mortos, mas sim ao infortúnio espiritual em que se encontram por causa do lugar onde estão. Os mortos os quais os textos se referem são aqueles que morreram na inimizade de Deus, e não a qualquer pessoa que morreu. Vejamos os versículos abaixo:
“Ignora ele que ali há sombras e que os convidados [da senhora Loucura] jazem nas profundezas da região dos mortos” (Prov 9,18) ou “O sábio escala o caminho da vida, para evitar a descida à morada dos mortos” (Prov 15,24). Os versículos acima mostram que a região dos mortos é um lugar de desgraça, onde são encaminhados os inimigos de Deus. Por tanto, dentro de seu contexto, os versículos do Eclesiastes também não oferecem qualquer imposição à doutrina da intercessão dos santos.


3a. objeção: Os santos não podem ouvir as orações dos que estão na terra porque não são oniscientes e nem onipresentes. São Paulo nos ensina que a Igreja é o corpo de Cristo. Desta forma, os que estão unidos a Cristo através de seu ingresso na Igreja, são membros do Seu corpo. Isso quer dizer que tantos nós que estamos na terra, quanto os que já morreram na amizade do Senhor, todos somos membros do Corpo Místico de Cristo, onde Ele é a cabeça (cf. Col 1,18-24) - Assim, São Paulo ensina que somos membros do corpo de Cristo e por isso,”embora sejamos muitos, formamos um só corpo em Cristo, e cada um de nós é membro um do outro” (Rom 12,5). Isso quer dizer que nós e os santos (que estão na presença de Deus) estamos ligados, pois somos membros de um mesmo corpo, o corpo de Cristo, que é a Igreja.
Assim como minha mão direita não pode se comunicar com a esquerda sem que esse comando tenha sido coordenado pela minha cabeça (caso contrário seria um movimento involuntário), da mesma forma, no Corpo de Cristo os membros não podem se comunicar sem que essa comunicação aconteça através da cabeça que é Cristo. Desta forma, quando nós pedimos para que os santos intercedam por nós junto a Deus (comunicação de um membro com o outro no corpo de Cristo), isso acontece através de Cristo. Assim como a nossa cabeça pode coordenar movimentos simultâneos entre os vários membros de nosso corpo, Cristo que é a cabeça da Igreja e é onisciente e onipresente possibilita a comunicação entre os membros do Seu corpo.


Por tanto, a falta de onipresença e onisciência dos santos não apresenta qualquer impedimento para que eles conheçam ou recebam nossos pedidos e então possam interceder por nós junto a Deus.



(continua no próximo Post)

Texto retiro do Formspring de Renato Varges

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Nossa Senhora e os Santos (Parte 3)

É importante entendermos que ninguém pode viver sozinho, nem na terra nem no céu. Deus é comunhão. A Trindade Santa é a expressão mais bela da comunhão divina. O Pai comunica-se com o Filho e com o Espírito Santo e é nesta comunhão que o amor se revela plenamente. Por isso, conhecendo uma Pessoa da Santíssima Trindade conhecemos também as outras, e amando a uma amamos as demais. Não há fechamento no amor, não há solidão, tudo é participativo. Somos chamados aqui na terra a formar uma autêntica comunidade que não se baseia em simpatias ou conhecimento humano, mas em princípios espirituais e eternos.


Porém, algumas pessoas adeptas do fundamentalismo bíblico, que não acolhem a Sagrada Tradição da Igreja e preferem viver de meias verdades, apresentam algumas objeções à doutrina da intercessão dos santos que vou abordar com detalhes para que vc entenda:
A principal objeção à comunhão dos santos é a equivocada interpretação da afirmação bíblica de que Cristo é o único mediador entre Deus e os homens. Os adeptos desta objeção fundamentam sua posição em 1 Tim 2,5 onde lemos: “Pois há um só Deus, e um só mediador entre Deus e os homens, um homem, Cristo Jesus”. Para eles, a Sagrada Escritura não deixa dúvidas de que só Jesus pode interceder pelos homens junto a Deus.


Mas se assim fosse, porque São Paulo ensinaria que nós cristãos devemos dirigir orações a Deus em favor de outras pessoas? Vejam 1Tim 2,1: “Acima de tudo, recomendo que se façam súplicas, pedidos e intercessões, ações de graças por todos os homens, pelos reis e por todos os que estão constituídos em autoridade, para que possamos viver uma vida calma e tranqüila, com toda a piedade e honestidade.”
No exposto acima não está São Paulo nos pedindo para que sejamos intercessores (mediadores) junto a Deus por todas as pessoas da terra? Estaria então o Santo apóstolo se contradizendo? É claro que não. A questão é que a natureza da mediação tratada no versículo 1 é diferente da do versículo 5.


A mediação tratada em 1Tm 2,5 refere-se à Nova e Eterna Aliança. No AT a mediação entre Deus e os homens se dava através da prática da Lei. No NT, é Cristo que nos reconcilia com Deus, através de seu sacrifício na cruz. É neste sentido que Ele é nosso único mediador, pois foi somente através Dele que recuperamos para sempre a amizade com Deus, como bem foi exposto por São Paulo: “Assim como pela desobediência de um só homem foram todos constituídos pecadores, assim pela obediência de um só todos se tornarão justos.” (Rom 5,19).


Por tanto, a exclusividade da medição de Cristo refere-se à justificação dos homens. A mediação da intercessão dos santos é de outra natureza, referindo-se à providência de Deus em favor do nosso semelhante. Desta forma, o texto de 1Tm 2,5 dentro de seu contexto não oferece qualquer obstáculo à doutrina da intercessão dos santos.
Poderia citar outras passagens, mas prefiro não me alongar sem necessidade. 

(continua no próximo Post)

Texto retiro do Formspring de Renato Varges

domingo, 17 de outubro de 2010

Nossa Senhora e os Santos (Parte 2)

Agora cabe um comentário sobre a idolatria e o uso das imagens.


Existe uma argumentação por parte dos protestantes sobre nossa relação com os santos e Nossa Senhora que é muito controvertida. Eles nos chamam de idólatras, afirmando que adoração, veneração, culto, etc... são sinônimos e que nenhum destes atos é devido aos santos ou a Maria. Isto é um erro grotesco! 
Em primeiro lugar, quando existem duas palavras distintas para designar algo ou uma ação, é porque cada uma delas dá um matiz diverso da coisa ou da ação designada. Se duas palavras são absolutamente idênticas, a língua tende a eliminar uma delas. Assim, adorar não é venerar, muito menos idolatrar. Cada uma dessas palavras tem sentidos diferentes, mas os nossos irmãos protestantes fazem vista grossa para justificar sua falta de comunhão com os santos e com Nossa Senhora. Adorar significa reconhecer alguém como Deus, criador de todas as coisas. Idolatrar significa, em sentido oposto, a ação de adorar uma criatura em vez de adorar o Criador. Porém, a ação de adorar e a ação de idolatrar são materialmente idênticas, mas formalmente são opostas.


Um médico cirurgião e um esquartejador materialmente agem da mesma forma: rasgam a pele de um ser humano com instrumento perfuro-cortante (bisturi ou punhal). Entretanto, formalmente suas ações são opostas, pois um tem por fim curar o homem, enquanto o outro visa tirar a vida do homem. Assim quem adora a Deus e quem adora o ídolo materialmente fazem as mesmas coisas, que formalmente são opostas. Por isso é que existem as palavras adorar e idolatrar. Seguindo a lógica torta dos protestantes, que usam as palavras adorar, venerar, idolatrar e amar como sinônimos, quando disséssemos: "Eu adoro churrasco" estaríamos dizendo que o churrasco é o Criador do céu e da terra, pois esse é o significado correto de adorar! Quando outra pessoa dissesse: "Amo extremamente meus filhos", estaria cometendo ato de idolatria, já que, na visão dos protestantes, amar extremamente é o mesmo que adorar, idolatrar, venerar, amar, etc.... Que absurdo!!!


É muito importante diferenciar os cultos prestados pela Igreja:
Latria = adoração – a Santíssima Trindade
Dulia = veneração - aos Santos e Anjos
Hiper Dulia = super veneração – a Nossa Senhora Mãe de Deus
Proto – Dulia = primeira veneração – a São José.


Nenhum católico que conhece e vive sua doutrina de forma correta e verdadeira olha para uma imagem de Nossa Senhora e dos santos julgando que sejam Deus e a adoram. Se alguém abusa do culto de dulia de um santo e de sua imagem, e passa da veneração a idolatria, isso é um abuso condenável, mas que não proíbe, nem invalida o culto de dulia de um santo ou de sua imagem. Nós as veneramos tal qual como veneramos o retrato de nossa mãe. Desde os primeiros séculos os cristãos pintaram e esculpiram imagens de Jesus, de Nossa Senhora, dos Santos e dos Anjos, não para adorá-las, mas para venerá-las. As catacumbas e as igrejas de Roma, dos primeiros séculos, são testemunhas disso. Só para citar um exemplo, podemos mencionar aqui o fragmento de um afresco da catacumba de Priscila, em Roma, do início do século III. É a mais antiga imagem da Santíssima Virgem, uma das mais antigas da arte cristã, sobre o mistério da Encarnação do Verbo. Mostra a imagem de um homem que aponta para uma estrela situada acima da Virgem Maria com o Menino nos braços. O Catecismo da Igreja traz uma cópia dessa imagem. Os cristãos, desde os primeiros séculos, entenderam, sob a luz do Espírito Santo, que Deus nunca proibiu fazer imagens, e sim “ídolos”, deuses, para adorar. O povo de Deus vivia na terra de Canaã, cercado de povos pagãos que adoravam ídolos em forma de imagens (Baals, Moloc, etc). Era isso que Deus proibia terminantemente. Sem entrar em muitos detalhes, a prova de que Deus nunca proibiu imagens, é que Ele próprio ordenou a Moisés que fabricasse imagens de dois Querubins e que também pintasse as suas imagens nas cortinas do Tabernáculo. Muita coisa poderia ser dita a esse respeito, mas não cabe me prolongar ainda mais.




(continua no próximo Post)




Texto retiro do Formspring de Renato Varges

Nossa Senhora e os Santos (Parte 1)

Eu gostaria de entender mais sobre a intercessão de Maria e do Santos? Conheço católicos que se afastaram da igreja por não acreditarem na intercessão deles.


Muitas pessoas, principalmente aquelas influenciadas por maliciosas e heréticas mentalidades protestantes, ao tratar da intercessão dos santos e de Nossa Senhora, tratam os católicos como se fossemos idólatras e desobedientes ao que Jesus nos diz quando afirma que ninguém vai ao Pai, senão por Ele (cf. Jo 14, 6). 
Antes de falar da intercessão dos santos, é bom que se explique esta afirmação de Jesus. Nosso Senhor Jesus Cristo nos disse, sim, que só podemos chegar ao pai por meio d'Ele. E que significa isso?


Significa que Cristo é o nosso único intermediário absolutamente necessário diante de Deus.
E que significa que Cristo é nosso único intermediário absolutamente necessário?
Isso quer dizer que só fomos remidos do pecado original pelos méritos infinitos de Jesus Cristo, e por nenhum outro nome somos salvos.


Quando Adão pecou, o homem ficou com uma dívida infinita para com Deus. Ora, somente com mérito infinito se pode pagar uma divida infinita. Somente Deus tem mérito infinito. Logo, o homem, sendo finito, jamais poderia pagar a dívida infinita que adquirira junto a Deus, por sua ofensa.
O único meio de pagar a dívida infinita do homem seria se Deus se tornasse homem. E foi o que aconteceu com a encarnação do Verbo, -- o Filho de Deus -- em Jesus Cristo. Jesus Cristo é Deus e homem, ao mesmo tempo, na sua única Pessoa, a do Filho de Deus, segunda Pessoa da Santíssima Trindade. Sendo Deus, ele tinha mérito infinito. Sendo homem, Ele assumindo a culpa dos pecados dos homens, poderia pagá-los. E Cristo pagou os nossos pecados, morrendo na cruz. E Ele morre de novo, misticamente e não mais cruelmente, em cada Missa, pagando os nossos pecados. Por isso Jesus Cristo é o nosso único Redentor. 


São os seus méritos infinitos que nos conseguem todas as graças que recebemos que, por isso, são chamadas "graças de Cristo".


(continua no próximo Post)






Texto retiro do Formspring de Renato Varges

sábado, 16 de outubro de 2010

Primeiro post!

Para o meu primeiro post, resolvi pegar uma resposta de um Formspring de um consagrado da Comunidade Católica Shalom, Comunidade de Aliança, Renato Varges.

(como é bem grande, vou por no próximo post!)

Evangelizar!

Ola queridos e queridas amigo(a)s virtuais!
Criei esse blog para poder expressar um pouco mais a minha vontade de evangelizar e falar um pouco mais sobre Jesus Cristo e do que Ele nos deixou!